terça-feira, 9 de março de 2010

As Mulheres e os Forcados - Pequena Homenagem

Ontem comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. Pessoalmente é um dia que eu não gosto, pois sou da opinião, que o Dia da Mulher, é o dia mais discriminatório que existe para o sexo femenino. As Mulheres são importantes todos os dias do ano, e não apenas no dia 8 de Março. Mas pronto, é a história que manda (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher) e quem sou eu para mudar a História...
No entanto, não queria deixar passar a data sem através desta lembrança em forma de post, prestar a devida Homenagem em meu nome e em nome do GFAR, a todas as Mulheres "Forcados" deste País. Ninguém sofre mais do que elas, quando estamos nas arenas, quando enfrentamos os toiros e quando arriscamos a vida...
Elas, choram, aguentam, sofrem, tapam a cara, zangam-se connosco. Mas mesmo assim, sorriem, abraçam-nos, felicitam-nos, confortam-nos, defendem-nos e apesar disto tudo, continuam ao nosso lado, discretas em tardes de Glória e imbatíveis no momentos menos bons...

Para todas elas: mães, mulheres, namoradas, irmãs, sogras, primas, amigas e filhas...

MUITO OBRIGADO!!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Atarfe 2010

No passado dia 30 de Janeiro, bem cedo pela manhã, o GFAR partiu rumo a Atarfe, perto de Granada, uma vez mais para participar como grupo convidado na “Final del IV Certamen de Rejoneo de Atarfe”.
Num autocarro apinhado, lá seguimos nós em direcção a terras de nuestros nermanos. A manhã estava fria mas logo a nossa animação a aqueceu. Na primeira paragem para se beber um café (se é que se pode chamar de café àquilo que se bebe em Espanha) demos logo um desbaste no farnel que tínhamos no porão...
Voltámos à estrada, pois Sevilha esperava por nós.
Atravessámos o Guadalquivir e parámos mesmo em frente da Real Maestranza de Caballeria de Sevilla! Ali se apresentava, imponente mas ao mesmo tempo perfeitamente inserida na típica arquitectura Andaluza daquela zona da cidade, o maior símbolo das arenas mundiais. A Torre Eiffel dos ruedos! A Catedral do toureio mundial! O maior poço de História Taurina, já com quase 300 anos de construção e que hoje em dia se encontra perfeitamente adaptado ao séc. XXI! Para muitos era a 1ª vez que entravam na Maestranza e desde logo deram os parabéns ao Cabo pela excelente ideia de se visitar a praça e o respectivo museu. Após a visita onde se tiraram bastantes fotos nos tendidos, e ouvimos uma explicação acerca do nascimento da festa dos toiros e da praça, lá demos uma volta pela cidade, comprando alguns “recuerdos” para quem não nos pôde acompanhar e aterrámos num típico restaurante Andaluz, onde saboreámos umas tapas e bebemos umas canhas. Apesar disto, assim que chegámos ao autocarro, retirámos o farnel e almoçámos num jardim mesmo ao lado de Los Reales Alcazares e a poucos metros da mítica Plaza de España. Após o repasto, lá seguimos viagem já com saudades, pois afinal...“Sevilla tiene un color especial!!”.
A parte mais custosa da viagem foi mesmo depois da última paragem, numa área de serviço depois de Córdoba. Ainda faltavam pouco mais de 100 km mas as horas de viagem já estavam a pesar. Finalmente chegámos a Atarfe e dirigimo-nos logo ao Hotel El Docel, onde já tínhamos ficado em 2008. Pusemos a tralha nos quartos e descemos para o bar, onde mais uma vez aproveitámos o farnel para jantar, sem qualquer tipo de objecção por parte do pessoal 5 estrelas do hotel. Assim que terminou o repasto, saímos para beber um copo num agradável bar perto do hotel, e rapidamente regressámos aos nossos aposentos, pois descanso precisava-se para enfrentar a responsabilidade do dia seguinte.

No dia seguinte pela manhã, alguns de nós acompanharam o Cabo ao Coliseu de Atarfe para assistir ao sorteio dos hastados de Los Millares, enquanto que outros se ficaram pelo hotel a tomar um desayuno de tostadas e café con leche, seguido por uma pequena voltinha pelo pueblo. Juntámo-nos todos ao almoço e após uma breve ovação pela chegada do Zabumba, que apenas se juntou a nós nessa manhã, seguimos para a fardação. O Cabo disse umas pequenas palavras de incentivo à rapaziada, pedindo concentração e dedicação a todos. Não esquecer que era praça cheia, transmissão em directo, ou seja um excelente começo de época. Um incentivo especial aos mais novos (Mazelas e Tiago) que se iam fardar pela 1ª vez. Que melhor estreia poderiam querer!!!??

A Corrida começa e sai o 1º de Los Millares. Novilho não muito bonito, saltitão e de cara alta. Sentiu-se depois dos rojões e aí começou a reservar-se. Corria menos, não ia tanto ao engano e começou a descansar. Para a cara saltou o João Laranjinho, que se encontra num excelente momento de forma. Depois de um sentido brinde à aficción redondense que nos via pelas câmaras do Canal Sur, mostrou-se, citou como mandam as regras mas teve de desmanchar, pois o reservón firmou-se em tábuas e não arrancava. Quando lá voltou, já com o novilho mais afastado das tábuas, mas mesmo assim a pisar-lhe os terrenos, lá o fez arrancar, recuou o suficiente e fechou-se muito bem à córnea aguentando um 1º derrote bem alto, não conseguindo lá ficar porque o novilho perdeu as mãos na viagem e os braços escorregaram nos pitóns, inviabilizando assim a 1ª tentativa. O João é um forcado que quando não pega à 1ª tentativa ainda cresce mais e assim lá foi ele de novo. Ainda desmanchou outra vez antes de arrancar uma excelente pega com o uma excelente 1ª ajuda do Pato Magro e com o grupo a fechar em bloco.
O 2º novilho portou-se muito bem na lide, correu muito mais e entrava bem no capote. Para a pega foi o Nuno Fitas (Sagrado). Na 1ª tentativa esteve mal a reunir, o novilho arrancou-se solto, o Sagrado não o alegrou na altura certa e quando o recebeu não se fechou nem de braços nem de pernas, sendo desfeiteado com alguma violência. Aqui as coisas complicaram-se. Na 2ª tentativa, com o hastado já a olhar de modo diferente o forcado, citou, alegrou o novilho, recebeu muito bem e aguentou uma eternidade fechado à córnea até ser cuspido já perto das tábuas. As ajudas falharam, não se situando onde deviam e não conseguiram aguentar a velocidade do toiro, que se transformou num tren na altura da pega. Forcado da cara e 1º ajuda para a enfermaria, mal tratados devido à violência do embate. Para dobrar o colega e resolver já de sesgo, prontificou-se o Roberto Espigão (Zabumba), que com o grupo a aguentar o embate nas tábuas e a impedir que o novilho tirasse a cara, consumou a pega. No entanto, também o Zabumba se lesionou com gravidade (ruptura de ligamentos no joelho) e mais 4 elementos foram caminho da enfermaria, mas sem nada de grave, apenas o resultado da violência do embate nas tábuas, com os 2 ºC de temperatura que se faziam sentir!! Ainda faltava um. Assim que saiu o último do nosso lote, eis que o Roberto Mataloto (Vigarista), sem dar hipótese a mais ninguém agarra no barrete e fez sinal ao Cabo como que a dizer-lhe “nem te atrevas a dá-lo a outro!!!!” Quando chegou a altura, o Roberto brindou ao público, citou, mandou no toiro, recebeu-o e aguentou-se à barbela e foi muito bem ajudado pelo resto do grupo. Um “velhinho” a mostrar como se faz, para levantar qualquer moral mais baixa depois do 2º novilho. Ovação dos tendidos e um final de tarde mais em conta. Por esta altura já o Sagrado estava de volta à teia com 15 pontos no queixo, faltando apenas o Zabumba, que estava a receber tratamento para estabilizar a perna.
Os nossos companheiros de cartel, os Forcados Amadores do Ramo Grande, pegaram respectivamente à 1ª, 1ª e 2ª tentativas, encerrando uma valorosa participação no Certame.
Após o jantar, com os nossos novos amigos açorianos, de novo de volta à estrada, que a viagem era longa.
Apenas queria aqui deixar mais 3 notas:
Os nossos Parabéns ao Francisco Palha, que foi o grande vencedor do Certame, levando bem alto a Tauromaquia Portuguesa
Um grande abraço aos amigos Terceirenses, que em 6 toiros pegaram 5 à 1ª tentativa. Não acusaram em nada a pressão de pegar em Espanha e com transmissão na TV. São um grupo bem jovem, e em meu nome e do GFAR, desejo-lhes as maiores felicidades para o futuro.
Um enorme abraço para o Zabumba, e os desejos de uma rápida e forte recuperação. Cá estaremos para te ajudar no que for necessário.

PS – as minhas desculpas pela demora na publicação do post, mas foi o que se conseguiu arranjar...

No passado dia 30 de Janeiro, bem cedo pela manhã, o GFAR partiu rumo a Atarfe, perto de Granada, uma vez mais para participar como grupo convidado na “Final del IV Certamen de Rejoneo de Atarfe”.
Num autocarro apinhado, lá seguimos nós em direcção a terras de nuestros nermanos. A manhã estava fria mas logo a nossa animação a aqueceu. Na primeira paragem para se beber um café (se é que se pode chamar de café àquilo que se bebe em Espanha) demos logo um desbaste no farnel que tínhamos no porão...
Voltámos à estrada, pois Sevilha esperava por nós.
Atravessámos o Guadalquivir e parámos mesmo em frente da Real Maestranza de Caballeria de Sevilla! Ali se apresentava, imponente mas ao mesmo tempo perfeitamente inserida na típica arquitectura Andaluza daquela zona da cidade, o maior símbolo das arenas mundiais. A Torre Eiffel dos ruedos! A Catedral do toureio mundial! O maior poço de História Taurina, já com quase 300 anos de construção e que hoje em dia se encontra perfeitamente adaptado ao séc. XXI! Para muitos era a 1ª vez que entravam na Maestranza e desde logo deram os parabéns ao Cabo pela excelente ideia de se visitar a praça e o respectivo museu. Após a visita onde se tiraram bastantes fotos nos tendidos, e ouvimos uma explicação acerca do nascimento da festa dos toiros e da praça, lá demos uma volta pela cidade, comprando alguns “recuerdos” para quem não nos pôde acompanhar e aterrámos num típico restaurante Andaluz, onde saboreámos umas tapas e bebemos umas canhas. Apesar disto, assim que chegámos ao autocarro, retirámos o farnel e almoçámos num jardim mesmo ao lado de Los Reales Alcazares e a poucos metros da mítica Plaza de España. Após o repasto, lá seguimos viagem já com saudades, pois afinal...“Sevilla tiene un color especial!!”.
A parte mais custosa da viagem foi mesmo depois da última paragem, numa área de serviço depois de Córdoba. Ainda faltavam pouco mais de 100 km mas as horas de viagem já estavam a pesar. Finalmente chegámos a Atarfe e dirigimo-nos logo ao Hotel El Docel, onde já tínhamos ficado em 2008. Pusemos a tralha nos quartos e descemos para o bar, onde mais uma vez aproveitámos o farnel para jantar, sem qualquer tipo de objecção por parte do pessoal 5 estrelas do hotel. Assim que terminou o repasto, saímos para beber um copo num agradável bar perto do hotel, e rapidamente regressámos aos nossos aposentos, pois descanso precisava-se para enfrentar a responsabilidade do dia seguinte.

No dia seguinte pela manhã, alguns de nós acompanharam o Cabo ao Coliseu de Atarfe para assistir ao sorteio dos hastados de Los Millares, enquanto que outros se ficaram pelo hotel a tomar um desayuno de tostadas e café con leche, seguido por uma pequena voltinha pelo pueblo. Juntámo-nos todos ao almoço e após uma breve ovação pela chegada do Zabumba, que apenas se juntou a nós nessa manhã, seguimos para a fardação. O Cabo disse umas pequenas palavras de incentivo à rapaziada, pedindo concentração e dedicação a todos. Não esquecer que era praça cheia, transmissão em directo, ou seja um excelente começo de época. Um incentivo especial aos mais novos (Mazelas e Tiago) que se iam fardar pela 1ª vez. Que melhor estreia poderiam querer!!!??

A Corrida começa e sai o 1º de Los Millares. Novilho não muito bonito, saltitão e de cara alta. Sentiu-se depois dos rojões e aí começou a reservar-se. Corria menos, não ia tanto ao engano e começou a descansar. Para a cara saltou o João Laranjinho, que se encontra num excelente momento de forma. Depois de um sentido brinde à aficción redondense que nos via pelas câmaras do Canal Sur, mostrou-se, citou como mandam as regras mas teve de desmanchar, pois o reservón firmou-se em tábuas e não arrancava. Quando lá voltou, já com o novilho mais afastado das tábuas, mas mesmo assim a pisar-lhe os terrenos, lá o fez arrancar, recuou o suficiente e fechou-se muito bem à córnea aguentando um 1º derrote bem alto, não conseguindo lá ficar porque o novilho perdeu as mãos na viagem e os braços escorregaram nos pitóns, inviabilizando assim a 1ª tentativa. O João é um forcado que quando não pega à 1ª tentativa ainda cresce mais e assim lá foi ele de novo. Ainda desmanchou outra vez antes de arrancar uma excelente pega com o uma excelente 1ª ajuda do Pato Magro e com o grupo a fechar em bloco.
O 2º novilho portou-se muito bem na lide, correu muito mais e entrava bem no capote. Para a pega foi o Nuno Fitas (Sagrado). Na 1ª tentativa esteve mal a reunir, o novilho arrancou-se solto, o Sagrado não o alegrou na altura certa e quando o recebeu não se fechou nem de braços nem de pernas, sendo desfeiteado com alguma violência. Aqui as coisas complicaram-se. Na 2ª tentativa, com o hastado já a olhar de modo diferente o forcado, citou, alegrou o novilho, recebeu muito bem e aguentou uma eternidade fechado à córnea até ser cuspido já perto das tábuas. As ajudas falharam, não se situando onde deviam e não conseguiram aguentar a velocidade do toiro, que se transformou num tren na altura da pega. Forcado da cara e 1º ajuda para a enfermaria, mal tratados devido à violência do embate. Para dobrar o colega e resolver já de sesgo, prontificou-se o Roberto Espigão (Zabumba), que com o grupo a aguentar o embate nas tábuas e a impedir que o novilho tirasse a cara, consumou a pega. No entanto, também o Zabumba se lesionou com gravidade (ruptura de ligamentos no joelho) e mais 4 elementos foram caminho da enfermaria, mas sem nada de grave, apenas o resultado da violência do embate nas tábuas, com os 2 ºC de temperatura que se faziam sentir!! Ainda faltava um. Assim que saiu o último do nosso lote, eis que o Roberto Mataloto (Vigarista), sem dar hipótese a mais ninguém agarra no barrete e fez sinal ao Cabo como que a dizer-lhe “nem te atrevas a dá-lo a outro!!!!” Quando chegou a altura, o Roberto brindou ao público, citou, mandou no toiro, recebeu-o e aguentou-se à barbela e foi muito bem ajudado pelo resto do grupo. Um “velhinho” a mostrar como se faz, para levantar qualquer moral mais baixa depois do 2º novilho. Ovação dos tendidos e um final de tarde mais em conta. Por esta altura já o Sagrado estava de volta à teia com 15 pontos no queixo, faltando apenas o Zabumba, que estava a receber tratamento para estabilizar a perna.
Os nossos companheiros de cartel, os Forcados Amadores do Ramo Grande, pegaram respectivamente à 1ª, 1ª e 2ª tentativas, encerrando uma valorosa participação no Certame.
Após o jantar, com os nossos novos amigos açorianos, de novo de volta à estrada, que a viagem era longa.
Apenas queria aqui deixar mais 3 notas:
Os nossos Parabéns ao Francisco Palha, que foi o grande vencedor do Certame, levando bem alto a Tauromaquia Portuguesa
Um grande abraço aos amigos Terceirenses, que em 6 toiros pegaram 5 à 1ª tentativa. Não acusaram em nada a pressão de pegar em Espanha e com transmissão na TV. São um grupo bem jovem, e em meu nome e do GFAR, desejo-lhes as maiores felicidades para o futuro.
Um enorme abraço para o Zabumba, e os desejos de uma rápida e forte recuperação. Cá estaremos para te ajudar no que for necessário.
Pelo GFAR, venha vinho!... e TOIROS!

PS – as minhas desculpas pela demora na publicação do post, mas foi o que se conseguiu arranjar...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ATARFE 2010

Faltam menos de 48H para a segunda apresentação do GFAR no Certame de Rejoneo de Atarfe, que já vai na sua quarta edição. Este ano fomos convidados extra concurso e vamos partilhar um curro de Millares com o grupo açoreano do Ramo Grande! Em praça estarão os finalistas Juan Antonio Mancebo, Francisco Palha e Juan Manuel Cordero, finalistas do certame assim como o já citado Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande! Poderão acompanhar a corrida em directo no Canal Sur Andalucia a partir das 17:00 portuguesas!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

1º Treino 2010 - Já tínhamos saudades!

Treino do GFAR, dia 24 de Janeiro de 2010

Local: Coliseu do Redondo

Gado: Sr. Carrão

Foi com muita vontade e alguma expectativa que o GFAR teve o seu primeiro treino com vista a preparar a época de 2010 (uma época especial, pois comemoramos 10 anos de existência). Para além disso, no próximo domingo estaremos em ATARFE para pegar 3 astados, e precisávamos de desenferrujar de um defeso que já começava a parecer longo demais. Por isso, este treino era muito importante, quer para ATARFE quer para o Festival de Beneficência no próximo dia 14 de Fevereiro no Coliseu do Redondo, onde partilhamos cartel com jovens promessas do toureio a cavalo e com os Forcados Amadores da Póvoa de S. Miguel.

Muita gente apareceu. Para além dos ainda habituais, apareceu também rapaziada nova a querer experimentar e inclusive alguns daqueles que, embora já sem jaqueta, fazem questão de marcar presença, ensinando aos mais novos truques e técnicas para que possam evoluir.

Foi por isso com cerca de 30 elementos que se iniciou o treino. O Tomás pediu para abrir o treino, e depois o cabo teve alguma dificuldade em decidir quem ia às ajudas, tal a “fúria” com que todos se disponibilizaram para ocupar as restantes posições.

A vaca saiu, pequena mas ágil, o ideal para desenferrujar a malta. No entanto, após 3 tentativas frustradas em que ela simplesmente não metia a cara, e por último já nem sequer marrava, trocámos de animal.

A vaca seguinte, um pouco maior, mais valente e mais rápida, revelou-se um infindável poço de pegas. Os caras treinaram afincadamente, os ajudas tiveram de se aplicar porque ela vinha com muita pata e a bater, e os rabejadores também rodaram entre si. A malta nova entusiasmou-se e também experimentou várias posições e para muitos foi mesmo a 1º vez que sentiram como é uma pega. Boas pegas de caras, quase todas à 1ª tentativa, novas duplas de segundas, surpresas a dar 1ªs e os mais novos a experimentarem tudo e a ouvirem atentamente os mais experientes.

Após mais de 20 pegas, trocámos mais uma vez de animal. A 3ª vaca saiu bastante pequena e magra, mais parecendo um bezerro. No entanto pregou-nos um valente susto, pois lesionou o nosso amigo Hélder “Levezinho”, provocando-lhe um desmaio devido a uma valente pancada na nuca. No momento da reunião a vaca saltou, batendo quase na cabeça do Hélder, que quando caiu bateu primeiro com a cabeça no chão com bastante força!!! (Um alerta para os mais novos: nem sempre o tamanho importa. O risco está sempre presente, e apenas NÓS TODOS podemos minimizá-lo. E há que contar com os imponderáveis. O Hélder não teve culpa, fez o que lhe competia, mas às vezes os animais não obedecem, e foi este o caso...) Após o susto e a assistência dos bombeiros, o Hélder seguiu para o hospital onde foi assistido, chegando lá já consciente e a conversar. Agora é descansar e recuperar, para voltar a ganhar moral. E nós todos estaremos cá para te ajudar!!! Grande Abraço!!

O treino seguiu com mais meia dúzia de pegas e no final tirámos a habitual foto de grupo com a magana que lesionou o Hélder bem agarradinha para não lesionar mais ninguém (foi o nosso castigo!!!)

O convívio prosseguiu com um belo repasto que o Quico organizou nos Foros da Fonte Seca, onde se comeu e bebeu pela tarde dentro, e se cantaram os Parabéns ao Nuno Júlio, que completou mais um Aniversário, e não quis deixar de passar a data sem partilhá-la connosco. Grande Nuno!!!
Descansem durante a semana e levantem a moral. Atarfe espera-nos e a aficción Redondense vai ver-nos na TV. Grande início de Época...

Pelo GFAR, Venha Vinho... e TOIROS!!!!!

I Colóquio Tauromáquico da Associação Tauromáquica Redondense

Realizou-se no passado Sábado, dia 23 de Janeiro, o I Colóquio da Associação Tauromáquica Redondense, subordinado ao tema, “Tauromaquia, Presente e Futuro”.
Convidados estavam os antigos forcados, Srs. Simão Comenda e António José Zuzarte, assim como os críticos e jornalistas Srs. Maurício do Vale e João Cortesão mas, infelizmente, os dois últimos não puderam comparecer devido a imprevistos do foro pessoal.
A abrir, o moderador, o nosso caro José Rilhas, deu a palavra a essa lenda viva da forcadagem que é o Sr. Simão Comenda que nos fez uma dissertação sobre a evolução da técnica de pegar toiros, o aparecimento e crescimento dos diversos grupos de forcados, desde os seus primórdios até aos nossos dias, e ainda nos deixou comovidos, com um sentido apelo à juventude, e em especial aos elementos do GFAR presentes, para continuarem a honrar a mais lusitana das artes, que é a de pegar toiros, com dedicação, união e espírito de sacrifício e camaradagem.
O Sr. António José Zuzarte foi quem usou da palavra de seguida, centrando a sua intervenção na infelizmente pouco usada pega de cernelha, focando o facto de actualmente ser executada como uma pega de recurso e não como um complemento técnico e artístico que verdadeiramente é, e reflectindo sobre o facto de, se antigamente praticamente em todas as corridas podiam ser vistas pegas de cernelha pois eram os próprios forcados que faziam questão de as realizar, hoje em dia tal já não acontece, tendo entretanto mudado mudado a mentalidade do público que geralmente interpreta (mal) que um grupo só pega de cernelha quando não é competente o suficiente para confirmar a pega de caras.
O Sr. João Cortesão, embora impossibilitado de estar presente, fez questão de enviar à ATR um texto que foi lido pelo José Rilhas, onde citou por sua vez um outro texto do Eng.º. José Manso Portela aquando da fundação da Tertúlia AEMINIUM onde se reflectia sobre as cada vez maiores influências de Bruxelas como centro de decisões a nível também das tradições dos países da UE e de que maneira isso poderá afectar uma Festa Brava que, convenhamos, não prima pela união dos seus protagonistas e seguidores.
Depois foi então aberta ao público a discussão, tendo usado da palavra várias das pessoas presentes na audiência. A cavaleira amadora Joana Andrade opinou sobre as linhas actuais das ganadarias portuguesas e sobre a relação peso/agressividade dos actuais astados portugueses, o ganadero Falé Filipe teve uma breve intervenção acerca do seu gosto em termos de toiros, e das características que tenta desenvolver na Herdade das Covas. Falaram ainda Agostinho Borges, director de corridas, acerca do regulamento taurino em vigor e do que se pretende implementar mas que ainda está “na gaveta”; o Dr. José Manuel Silva, nosso conterrâneo e bem conhecido e exigente aficcionado que nos presenteou com uma autêntica viagem ao passado da literatura tauromáquica citando Ramalho Ortigão; o nosso amigo Hugo Calado, desafiado por um dos nossos elementos a comentar o papel e peso dos media no mundo torero de hoje; o Pedro Sapata que colocou uma pertinente questão acerca da “pegabilidade” de certos toiros considerados “impegáveis” ao que mais uma vez os oradores corresponderam com frases cheias de experiência e sabedoria; o grande João Patinhas que enalteceu a vontade e dedicação das gentes da nossa terra em, uma vez mais, partirem do quase zero para desenvolver um trabalho em prol da festa dos toiros e ainda o conhecido Fazé, antigo cabo dos Amadores de Elvas e actualmente apoderado da já citada Joana Andrade.
Do nosso GFAR, estiveram presentes cerca de uma dezena de elementos, o que, não deixando de ser positivo, também poderia ter sido melhor. Mas para primeiro evento, a adesão foi de facto acima do esperado, e a discussão animada, o que proporcionou momentos de aprendizagem e comunhão dos valores da nossa Festa Brava que pretendemos eterna!
Após o término do colóquio, foram atribuídas, numa pequena cerimónia informal, pequenas lembranças àqueles que colaboraram de alma e coração com a ATR durante a sua primeira época de actividade (Bombeiros Voluntários, Cruz Vermelha, médico, médica veterinária e enfermeira, assim como aos oradores do colóquio) e dessa maneira também deram o seu inestimável contributo para que 2009 tenha sido um ano de estreia repleto de triunfos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Primeiro treino 2010

O Grupo de Forcados Amadores de Redondo, convida todos aqueles que tenham algum interesse e/ou curiosidade a juntar-se aos seus elementos no seu primeiro treino da época taurina 2010, no Coliseu de Redondo, Domingo dia 24, pelas 10 horas.
Se és aficcionado, tens um espírito jovem e aventureiro, o vício da adrenalina e capacidade de integrar um grupo com as mesmas características, aparece, sem compromisso, para nos conheceres e à nossa paixão que é pegar toiros.
Deste modo apelamos aos elementos do Grupo que, responsavelmente, compareçam a horas e com vontade e determinação para aprender e evoluir cada vez mais.
OLÉ!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Festa de Encerramento de Época 2009

O GFAR realizou na noite do passado Sábado, dia 12, o seu Jantar de Gala de Encerramento da Época 2009. A festa teve lugar no Restaurante “O Ermita” no Hotel do Convento de S. Paulo, em plena Serra d’Ossa.
Os convidados começaram a chegar a partir das 19:30 e por volta das 20:30 após uma hora de convívio nos claustros do convento, e já depois de aberto o apetite com os aperitivos que foram entretanto servidos, ocuparam os seus lugares na sala que lhes estava destinada.
O jantar constou de uma sopa de legumes, bacalhau à Brás e grelhada de carne mista, devidamente regados pelo branco e tinto, da terra pois claro.
Após todos terem terminado a sua refeição, o nosso Cabo dirigiu a todos os presentes umas breves palavras, lamentando as ausências dos que não puderam estar presentes por uma razão ou por outras, (o nosso amigo Arlindo, ainda a recuperar de um acidente de viação não foi esquecido no seu dia de aniversário) salientado a curta mas boa época que o GFAR fez, destacando claro as corridas na nossa terra, reconhecendo que esta foi uma temporada de menos a mais, mas que deverá ter motivado o Grupo para, unido, trabalhar para um futuro ainda melhor, sendo que 2010 será um ano extremamente importante para o GFAR, pois comemorará o seu 10º aniversário.
O nosso Cabo apontou alguns elementos que se afirmaram definitivamente como valores seguros no seio do nosso Grupo, tanto a pegar de caras como a ajudar, nomeadamente o João Laranjinho, o Hélder Delgado, o Roberto Espigão e o João Silva, e congratulou o regresso ao melhor nível de elementos que por motivos pessoais estiveram afastados das arenas, mas nunca do Grupo. No final da sua intervenção, o Cabo dirigiu-nos palavras de motivação, união e responsabilidade, apelando à dedicação de todos para continuarmos esta missão que é a de construir um Grupo e elevar o nome da nossa terra através da arte humilde que é a de pegar toiros. De seguida foi convidado a falar o Sr. Miguel Alves, cujas sábias palavras nunca serão demais escutarmos, e ainda discursaram os nossos amigos Tomás do Monte, Roberto Mataloto, o nosso cabo fundador Fernando Silva, o Nuno Oliveira, a Prof.ª Maria Angélica Palmeiro que como presidente da ATR reiterou ao GFAR todo o apoio para a época vindoura, o Pedro Sapata cujas palavras cheias de amizade e sentimento fizeram despertar muitos sorrisos, gargalhadas mas também uma ou outra lágrima ao canto do olho, e finalmente o João Azaruja que nos comunicou que a época de 2010 será a última em que envergará a nossa jaqueta, coisa que todos lamentamos mas, claro, apoiamos e respeitamos. Até lá, estamos convencidos que ainda vai citar uns quantos toiros… Encerrou os discursos o nosso anfitrião, Joaquim Pedro Siquenique que mais uma vez nos acolheu carinhosamente, prestando um serviço excepcional em simpatia e profissionalismo e que se sentou à mesa connosco como o que é, um amigo de sempre do Grupo.
Depois a festa prosseguiu, com o nosso animador de serviço a tocar os “clássicos” para os mais afoitos cantarem (e que belos fadistas temos entre nós) e brindarem ao GFAR, e para haver algumas (tentativas de) coreografias mais vindas do Terra d’Ossa do que propriamente das pernas…
O resto, para preservar a imagem de várias famílias, não se pode contar! Apenas que a festa durou até às 5 da manhã, com os convivas a desertarem aos poucos, com condutores responsáveis a trazerem-nos de volta a casa e com a certeza de este ter sido mais um jantar cheio de episódios e tiradas para recordar, e a alegria de mais uma noite bem passada na melhor companhia possível, a dos nossos amigos.